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sexta-feira, julho 28, 2006

Crescimento da coluna vertebral e a ESCOLIOSE


coluna escoliótica e coluna normal.


Definição

Curvatura lateral da coluna, mais correto dizer, curvatura látero-lateral rotacional. Essa deformidade ocorre com mais freqüência na infância para adolecência, podendo levar a anormalidades estruturais na pelves, vértebras e caixa torácica. Pode ocorrer nas regiões: cervical, torácica ou lombar da coluna. Se não for detectada e tratada durante os anos de crescimento, pode levar a deformidades graves prejudicando muito a aparência e provavelmente encurtando a expectativa de vida.

Classificação

Estrutural: curvatura lateral e irreversível com a rotação das vértebras fixada.

a) corpos vertebrais: rotação para lado convexo;

b) processo espinhoso: para lado oposto da curvatura;

c) a maior rotação das vértebras ocorre no ápice da curvatura;

d) aumentando a curvatura a quantidade de rotação também aumenta;

e) não pode ser corrigida por posicionamento ou esforço voluntário.

f) A inclinação do tronco para frente produz uma giba posterior na região torácica no lado convexo da curva devido a rotação das vértebras e caixa torácica. a compressão das costelas ocorre no lado côncavo da curvatura, e a separação das costelas ocorre no lado convexo; resultado total, que é acentuado com inclinação para frente, é a proeminência das costelas e escápula posteriormente no lado convexo da curvatura.

Etiologia:
A causa ainda é questionável, segundo observações é multifatorial, no entanto não devemos esquecer os fatores de dismorfismo sexual, para enterdermos melhor foram realizados estudos com 1936 estudantes na austrália em 1972, foi concluido que o crescimento da coluna ao nascer era em torno de 5cm/ano até os 2º ano de vida; 2,5 cm/ano até o 4º-7 ºanos de vida;1,5 cm/ano até a pré adolecência, sendo que no sexo feminino dos 9 aos 12 anos com um crescimento de 4cm/ano, e sexo masculino 12 a 16 anos 4cm/ano, estas fazes são os chamados " estirão " da coluna, onde poderá haver incidência maior de escoliose, conforme foi verificado a coluna vertebral no sexo feminino cresce mais rápido em torno de 60%, bem como o crescimento vertical dos corpos vertebrais maior nas meninas , em contrapartida com o crescimento horizontal das vértebras nos rapazes, desta forma a coluna vertebral nas meninas teriam um menor apoio, por serem delgadas e longas. Segundo as pesquizas o dismofismo sexual é um fator que deve-se considerar, a testosterona nos meninos que começa por volta dos 9 anos de idade, seria um fator protetor para os meninos, com mais força e potência muscular.o indice de escoliose é de 5 meninas para 1 menino. A coluna vertebral atinge 99% do seu tamanho em torno de 15 anos para as meninas e 16 anos e meio para os meninos.

a) Idiopática - 75 a 85% dos casos. Geralmente adolescentes e do sexo feminino. Teoria das possíveis causas: mal formação óssea durante o desenvolvimento, fraqueza muscular assimétrica, má postura.

b) Neuromuscular – 15 a 20% dos casos. Causas neuropatológicas (p.ex. PC), miopatológicas (p.ex. distrofia muscular).

c) Osteopática – ex: hemivértebra (falta da metade de uma vértebra na formação), raquitismo, deslocamento da coluna etc.

Não-estrutural ou funcional: curvatura lateral reversível de posicionamento ou dinâmica.

1. não existem alterações estruturais ou rotacionais das vértebras;

2. a correção pode ser através de inclinação para frente ou para o lado, alterações na posição e alinhamento da coluna, contração muscular;

3. em decúbito dorsal a curva desaparece;

4. também é chamada de escoliose postural.

Etiologia:

1. Má postura, tanto sentado quanto em pé deslocando o peso do corpo para um lado;

2. Espasmo muscular;

3. Dor muscular devido a compressão de raiz nervosa-ex hérnia de disco aguda.

4. Discrepância no comprimento das pernas. -estudos indicam que Ciática está presente em 78% do membro inferior mais longo.

Curvaturas da escoliose

a) a direção da curvatura baseia-se na convexidade.

b) curvatura principal: mais significante da deformidade. Geralmente na região torácica, e na idiopática à direita entre T4 e o T12.

c) curvatura compensatória: menor, menos grave podendo estar acima ou abaixo da principal. Pode ser não-estrutural ou estrutural. Produz uma escoliose compensada (na qual os ombros são nivelados e posicionados diretamente sobre a pélvis). OBS: se a soma dos graus de curvatura compensatória não se iguala aos graus da curvatura principal, a escoliose é chamada de descompensada. Os ombros não são nivelados, e existe um desvio lateral do tronco mínimo para um lado.

d) vértebra de transição: vértebra neutra em cada final de curvatura, que faz a transição de uma curvatura para outra.

e) formato das curvas:

curvatura em C: geralmente descompensada, um ombro mais alto no lado convexo e o quadril mais alto no lado côncavo;

curvatura em S: mais comum em idiopáticas geralmente uma curvatura torácica a direita e lombar a esquerda. O ombro fica alto no mesmo lado do quadril alto.

Gravidade da escoliose

A. Quanto mais grave a curvatura maior é a rotação, maior o impacto e alterações nos sistemas cardiopulmonares.

B. As alterações incluem: diminuição da capacidade pulmonar e hipertrofia do coração devido a hipertensão pulmonar.

Classificação da gravidade

A. Escoliose leve: menos de 20º. As menores de 10º são consideradas normais e não requerem tratamento.De 10º a 20º requer tratamento fisioterapêutico , existem variadas formas de tratamento com inúmeros protocolos, podemos citar o RPG( Reeducação postural global), RTFP( Reorganização tônica e fásica da postura), iso-estrething (técnica que mescla alongamento com fortalecimento), Pilates (fortalecimento), Fisioterapia postural clássica, tecnica de Klapp e outras. Todas as técnicas são muito boas, mas ainda há uma grande discução de qual a melhor técnica. Na minha opinião a abortadagem de todas as técnicas deveriam serem ponderadas no que elas teêm de melhor, pois estas mudam em detalhes segundo o preceito dos seus criadores, uns acreditam mais em flexibilizar para depois fortalecer, outros acreditam que só alongando daria resultado.

B. Moderada: 20 a 40º. TRATAMENTO =FISIOTERAPIA + COLETE

C. Grave: 40 a 50º ou mais.-TRATAMENTO=CIRURGICO.

OBS: a medida da escoliose é feita pelo método de Cobb.

bibliografia/

fonte: Gregory P Griev -moderna terapia manual da coluna vertebral.

segunda-feira, julho 07, 2008

Vascularização do disco intervertebral.

No site Chirogeek, achamos uma matéria interessante sobre nutrição discal, e acrescentamos um plus amais sobre o tema.
A nutrição discal ocorre através de um processo de difusão de nutrientes através da placa cortical da vértebra como mostra figura e por capilares vindo da artéria vertebral , os nutrieintes principais são a água, aminoácidos, glicogênio e outros que irão manter a turgescência do disco através da formação de uma estrutura chamada " proteoglicanos". Se por algum motivo ocorre uma alteração em uma oferta adequada de nutrientes, as células do disco "morrem". foi comprovado por um estudo de Horner e Urbana (500), que estudou a viabilidade da vida humana disco células em diferentes condições. Eles concluíram que, se as células do disco falharam em obter nutrientes adequados - tal como o oxigênio, ou glicose - com a perda do suplimento sanguìneo as células do disco diminuirão a produção da molécula vital : O Proteoglicano; sem proteoglicanos, o disco perde seu conteúdo água (desidrata) e perde a sua pressão hidrostática (pressão osmótica) . A perda do conteúdo de Proteoglicano , caracterízará o envelhecimento e degeneração do disco intervertebral. Outras investigações também confirmaram esta morte celular t. Em 1982, trutas e Buckwalter descobriram que em idade adulta havia mais de 50% das células do disco com envelhecimento .Então o que provoca a diminuição da nutrição discal de nutrientes através da circulação sanguínea ?. Sabe-se que após a parada de crescimento das pessoas, até a fase de 16 e 17 anos de idade, onde a coluna vertebral começa a diminuir o seu crescimento, da-se início a um processo de envelheimento fisiológico, mas é claro que isto ocorre de forma natural , desta fase em diante desta forma ocorrerá apenas manutenção do crescimento obtido e qualidade da células, porém o envelhecimento biológico é inevitável, mas pode-se manter em boas qualidades funcionais por um bom tempo. Daí por diante os cuidados que a pessoa terá com sua coluna vertebral, devem ser intensificados . Os fatores que propriciam um envelhecimento mais rápidos são:
Obesidade, traumas repetitivos, levantamento de peso, doneças metabólicas tais como diabetes, doenças sociais tais como o fumo , alcoolismo, desnutrição, doenças cirulatórias, traumas e fratura vertebrais, aterosclerose. As subluxações, este que é um termo genérico ocorre devido a alterações dos microalinhamentos das vétebras que se não forem corrigidos, como por exemplo adiquirido em posturas inadequadas, para dormir, pegar peso, sedentarismo, mal jeito, postura inadequada para trabalhar etc...irão agravar o processo degenerativo por sobrecarga discal, não dando tempo para que o disco possa repor a sua perda nutricional. É muito importante que as pessoas cuidem de sua coluna vertebral pois esta é sem dúvida a viga mestra do nosso corpo , por onde trafegam o sistema nervoso, se os fluxos neurológicos forem interronpindos por desjustes vertebrais, as chances de haver um envelhecimento celular do disco aumentam.

Imagem comparativa de um disco normal e um disco envelhecido, respectivamente. Este envelhecimento aumenta a compressão dos nervos no foramem intervertebral devido a estenose que este provoca, originando dor nas pernas, podendo provocar uma protusão discal ou mesmo uma hérnia discal, causando a famosa ciática, que dentre outros casos é o campeão de procura por tratamento em nosso atendimento de Quiropraxia e terapia manual.

Abaixo imagem do trajeto da dor caracterizado pela famosa Ciática.

maiores detalhes sobre hérnia de disco clique .

hérnia de disco mini-revew

O que você deve saber sobre hérnia de disco.


Boa leitura.

terça-feira, janeiro 04, 2011

QUIROPRAXIA MODERNA PARA FISIOTERAPÊUTAS.


HISTORIA

Realmente se analizarmos o primeiro ajustes ocorreu em 18.09.1895.Apartir de onde Palmer criou a teoria do “pinçamento” neural através da subluxação, E realizando o ajustes das subluxações (deslocamentos vertebrais) isto traria benefício curando doenças, e na época utilizava-se até para tratamento cardíaco, e outras doenças.Bem nesta época nem tratamento médico de qualidade existia, tudo que falhava na medicina , iam em busca da quiropraxia, que cresceu vertiginosamente.Até aqui tudo bem!!!considerando as limitações da época.

A “inteligência inata””- Palmer queria dizer “capacidade do corpo de autocurar-se”” e que os ajustes seria o caminho para esta “inteligência Inata””.

ATUALIDADE.

Anos mais tarde.

Alexandre fleminng descobriu as Bactérias.Comprovou-se que muitas doenças tinham causas de microorganismos.Doenças cardíacas são frutos de doenças congênitas ou adiquiridas, diabetes, hipertenssão, aterosclerose etc...- Pesquisas sobre Câncer, AIDS, novas técnicas cirúrgicas, tecnologia de imagem como RMN, tomografia, Fibra ótica nas cirúrgicas por vídeo, cirurgias cardíacas, crescimento e mais pesquisas das indústrias farmacêuticas, tranplantes etc..., ou seja , houve uma visão mais científica das doenças e seus tratamento foram e continuam sendo melhores elaborados a cada ano.Por isso os ajustes quiropráxicos são utilizados em coadjuvantes em fisioterapia, entretanto observamos algum impacto positivo sobre algumas doenças que estão correlacionadas com o sistema músculo-esquelético.

Por isso defendo a Quiropraxia como uma técnica manipulativa, e tem bons resultados, entretanto nossa visão vai muito mais além do que Palmer pregava em 1895.

A subluxação hoje deve ser encarada assim.

O desgaste imposto pela processo degenerativo natural, movimentos repetitivos, quedas, “entorses da coluna”, Disfunção miofacial axial, postura inadequadas levarão a uma subluxação que emgloba várias possibilidades, como por exemplo Hipomobilidade para rotação (é um tipo de subluxação)Hipomobilidade para inclinação lateral( outro tipo de subluxação) anterolistese ( outro tipo de subluxação) e assim por diante existem em torno de 18 tipos de subluxação, vale salientar que o termo subluxação da quiropraxia , não tem correlação com a ortopedia, são “entidades” diferentes.

A subluxação desenvolverá 3 tipos de alteração:

1-Simpaticotonia- aumento da descarga simpática que promove, vasoconstricção e aumento do tônus muscular que irão criar restrições de mobilidade articular, a vasocontrição pode provocar edema o que irá aumentar o processo compressivo sobre as raízes nervosas (Korr).

2-Facilitação medular= A subluxação irá provocar alterações nos Metâmeros, esclerótomo, angiótomo, dermátomo, miotómo etc...o local subluxado irá alterar o fluxo neural axoplasmático e antigradiente originando alterações nos metâmeros e inflmação neurogênica.

3-Lesão Neurovascular= (still) o edema irá contribuir para o processo compressivo.

Estes três princípios irão refletir em 2 importantes leis da Fisiologia Neural.

Reciprocidade :No SNC existem neurônios de ligação (interneuroônios) que fazem sinapses com vários centros descendentes, motores e sensitivos “podendo” dependendo dos estímulos facilitatorios e inibitórios alterar a função de alguns metâmeros, já mencionados.

Convergência : Cada neurônio recebe numerosas fibras pré sinaptica e com impulsos de várias partes do corpo , algumas fibras têm influencia fascilitatória e outros influência inibitória.Assim neurônios eferentes representam uma via final comum de vários locais.

Aplicando estes dois princípios se a maioria dos impsulsos forem facilitatórias teremos hiperatividades e a maioria for inibitória teremos hipoatividades.

Tanto a Hiperativiade e hipoatividade provocarão ou podem ser provocados pelo processo Pré-inflamatório e inflamatório a seguir em 5 fases. Segundo classificação de *1Henrique da Mota, 2010.Obs utilizamos a classificação e a forma de tratamento indicado em NOSSA VISÃO.

"Fase 0= Pré inflamatória , aqui neste nível existe os distúrbios miofacial no esqueleto axial.*1.Respondem muito bem a técnicas de compressas quentes úmidas , massagem e ajustes quiropráxicos.

Fase 1 - Inflamação articular circunscrita e transitória

O peso da gravidade e a sobrecarga causada pelos movimentos da coluna, podem gerar inflamações articulares localizadas e provocar pequenas dores, aquelas que qualquer pessoa pode ter ao longo de sua vida, após fazer um maior esforço.

“Isto é normal. Esta seria uma dor pré-lesional. É uma dor de aviso, que impede que a sobrecarga prossiga e leve a uma lesão do tecido. Estas dores e suas pequenas inflamações associadas são circunscritas às articulações, e voltam à normalidade em poucos dias, sem deixar seqüelas” *1. Nesta fase, a dor característica é de poucos dias.Nesta fase há também a indicação de compressa quentes úmidas, massagens e ajustes quiropráxicos, com o objetivo de evitar a evolução para fase 2, que é mais problemáticas.

Fase 2 - Inflamação articular circunscrita, mas persistente

"Se as sobrecargas prosseguem e as pequenas inflamações se somam, de tal forma que o poder de normalização seja ultrapassado, as articulações, mesmo assim curam, sem comprometimento que vá além da própria articulação, mas em uma quantidade maior de dias e com sequelas, que constituem o que chamamos de artroses, ou seja, degenerações da estrutura articular*1". Nesta fase, a dor característica é de duração de algumas semanas.Nesta fase há necessitade de AINH, Ajustes quiropráxicos podem ser realizados , eletroestimulação analgésica, repouso do paciente.

Fase 3 - Inflamação articular não circunscrita com perineurite

"Com a progressão das sobrecargas e degenerações que se somam, as articulações não mais conseguem circunscrever e conter o processo inflamatório, que agora atinge a superfície dos nervos, produzindo disfunções específicas. É o início de um processo de dor que pode durar até 3 meses *1".Nesta fase há necessitade de controle anti inflamatório mais agressivo:

Corticosteróides, AINH, fisioterapia analgésica com compressas quentes úmidas superficiais, eletroterapia, ajustes quiropráxicos em estruturas adjacentes para diminuir espasmo muscular, massagem podem ser realizadas suavementes, técnicas mobilizativas de Cyriax terão mais efeito nesta fase, Mesa de flexo-distração são indicadas pois promovem drenagem do edema, diminuem a compressão e melhoram o deslizamento facetário, evita aderência e quebra aderências já instaladas de forma indolor e segura.Com a melhora dos sintomas há necessitade de reabilitação biomecânica pela cinesioterapia, como fortalecimentos alongamentos etc..O médico também se achar necessário pode realizar infiltrações por radioscopia ou em consultório , através da anatomia, infiltrando anestésico e corticosteróide .

Fase 4 - Inflamação articular não circunscrita com neurite

“Com a progressão das sobrecargas, das degenerações que se somam e do aumento do processo inflamatório perineural, a inflamação agora atinge a intimidade dos nervos, produzindo lesões estruturais. É o início de um processo de dor que pode durar além de 3 meses, ou se tornar crônico.Nesta fase já há comprometimento do nervo”*1 Henrique da Mota, 2010 -

Vejamos então , segundo Lundborg e Dahlin 1996 , não há canais linfáticos no espaço epidural (endoneuro), sendo visto segundo os autores nas camadas mais externas como o perineuro e epineuro.Sendo assim edema endeneural teria dificuldades para sua drenagem.

Esta fase é mais críticas, serão necessários todos os recursos médicos anteriores de forma criteriosa e Fisioterapia menos agressiva do que na fase 3, podendo o médico realizar também infiltrações por radioscopia, ou uma forma mais moderna de infiltração a NEUROPORAÇÃO que utiliza medicamentos especiais para maior penetração dos medicamentos até a intimidade do nervo. Também pode ser prescrito medicamentos para dor neuropáticas a critério médico e cirurgia em casos mais rebeldes ao tratamento conservador.

Bibliografia:

*1-Henrique da Mota, MD-www.centrodacolunavertebral.com.br

*2 Ricardo Bernardino Sena, FIsioterapêuta-Apostila do curso de Quiropraxia para Fisioterapêutas.3ª edição 2010.

* Richard Sallè-Osteopatia –teoria e prática.

*Foundations of Chiropractic Subluxations, Gatterman 2ª edição

terça-feira, fevereiro 12, 2013

DISCO INTERVERTEBRAL- A " Física do Disco".




PERMEABILIDADE HIDRÁULICA NO DISCO INTERVERTEBRAL
A Permeabilidade hidráulica do Disco intervertebral depende de  alguns fatores:
A quantidade de Proteoglicanos , e aconcentração de soluto dissolvidos no disco.
De uma forma geral diz -se que" Altas permeabilidade hidráulica ocorre em baixa concentração de Proteoglicanos, com aumento do tamanho do poro( tamanho de 20-40 Aº -angstroms), assim o fluxo do tecido é mais rápido. Se considerarmos qualquer fatia do tecido, com o fluido deslocando, a concentração de proteoglicanos aumenta e a permeabilidade hidráulica diminui, reduzindo assim a media de perda de fluido.Através deste mecanismo o Disco limita rápidas alterações na hidratação com alteração na carga.O texto ficou um pouco complexo, vou melhorar a explicação: Suponhamos uma Alteração no conteúdo de água no disco , tem efeito equivalente no tamanho do poro; Se o tecido Discal intumescer , a concentração de proteoglicanos diminui e o tamanho efetivo do poro aumenta; Inversamente se o Disco perde fluido, o tamanho do poro diminui, e o mesmo conteúdo de proteoglicano se envolve em um volume de fluido menor. A quantidade de líquido perdido é em torno de 1ml/disco/dia."A concentração de grandes moléculas não carregadas (íons positivos) no Disco não é afetado epenas por carga, mas também pela distribuição do tamanho do poro. Muito das proteinas possuem raios superiores a  20-24 Aº, são grandes e não penetram pelos poros formados pelas proteoglicanas, muitas moléculas como seroalbuminas, hemoglobina, imunoglobulinas, são excluidas da matriz do disco, mesmo a glicose é excluida por cerca de 10% os poros nos discos normais.No envelhecimento ocorre uma diminuição na concentração de Proteoglicanas e com o aumento do tamanho dos poros tornan-se acessíveis a estas grandes moléculas, podendo hipoteticamente ser um fator de degeneração discal, entretanto este segundo alguns autores não foi investigado, entretanto já foram investigados na cartilagem como ocorre na artrite.
COMPORTAMENTO MECÂNICO DO DISCO EM RELAÇÃO A SUA COMPOSIÇÃO

A pressão osmótica no disco está implicada a concentração de proteoglicanos, esta pressão osmótica pode ser representado pela letra do alfabeto grego Π ( Pi). A proteoglicanas em contato com soluções salinas tenderiam a absorver a água, promovendo assim o inchaço do tecido. No disco esta tendência de inchar é oposta por duas pressões que se originam de efeitos combinados do peso do corpo e do músculo e a tensão do ligamento-(Pa);  e aquela que se origina da força restritiva da rede de colágeno do disco, (Pc). Essas forças são balanceadas.


Pode-se dizer que :

Π= Pa + Pc
Pa = Π- Pc
* Lembre-se osmose é a passagem de um solvente de um meio menos concentrado para um mais concentrado. Ao mecanismo inverso da-se o nome de PRESSÃO OSMÓTICA, carcterizado pela fórmula:

Π=N.R.T.i - sendo :
 N=concentração de soluto
R=constante universal de gases perfeitos.
T=temperatura em Kelvin
i=fator de correção de Van Hoff.




[Π- Pc] é chamada de pressão bruta de entumescimento do tecido; Uma vez que ela descreve o potencial bruto do tecido para intumescer.Pode-se observar que a pressão de intumescimento depende da pressão Osmótica da Proteoglicanas e da rede de colágeno.
sendo assim quando Pa e Pc diminuem , há um aumento da pressão osmótica (Pi).Em outras palavras quando o disco está sob ação de Carga os fluido é escoado para fora do disco , quando a carga  sobre o disco diminue ocorre o inverso , com aumento do entumecimento, tal como ocorre em ambiente de Microgravidade como o que passam os  Astronautas. O Intumescimento do disco sem carga pode chegar a 200-300%.. Discos com baixas concentrações de proteoglicanos tendem a perder mais fluido sob carga, tal como ocorre no envelhecimento. Assim um indivíduo de 91 anos de idade com baixo teor de proteoglicanos é menos capaz de reter fluido em face a pressão aplicada em relação a um disco mais  jovem.

O que queremos dizer neste ensaio, é claro que os cálculos Físicos podemos deixar para nossos amigos Físicos. Segundo os Autores a hidratação do disco é importante pois mantém o equilíbrio entre forças internas e externas o que mantém a saúde do Disco , já debilitada pelas carência de aporte sanguíneo e pouca densidade celular o que pouco contribui para renovação de seus componentes.Sendo o Disco avascular os nutrientes o atingem através de sua matriz , através do contacto anular com as placas terminais cartilaginosas. A Placa terminal pode sofrer calcificação colocando o  núcelo em risco.Este risco é grandemente aumentado segundo a Lei de wolff , onde há maior depósito de calcio , frente solicitação óssea, e reabsorção frente a menor solicitação óssea. Talves por isso devemos "segurar" nossos filhos que querem começar a fazer musculação muito cedo, haja visto que nossa coluna vertebral cessa o seu crescimento por volta dos 16 anos nos meninos e 15 anos nas meninas.Um fator interessante é que o exercício tem um fator importantíssimo , observadopor Holm e Nachelson , que discos fundidos por procedimento cirurgicos tiveram a sua atividade celular cessada entre 3-8 meses e consequentemente o fluido do disco diminuiu. O inverso ocorreu em cães que foram vigorosamente treinados. O mecanismo disto ainda não está claro , mas tem sido sugerido que o exercício melhora a vascularização externa do disco.

fonte: Moderna Terapia Manual-Gregory P. Grieve
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